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Inês Teles

Inês Teles vive e trabalha em Lisboa. Licenciatura em Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2004-2008); Pós-graduação em Artes Plásticas na Byam Shaw School of Art, Central Saint Martins (Londres, 2010-2011); Mestrado em Pintura na Slade School of Arts, University College London (Londres, 2011-2013) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian.

Por entre inúmeras exposições — 2015, Descontorno, Casa de Burgos, Évora. Curadoria de João Pinharanda; 2014, For(Matter), Atelier Concorde, Lisboa. Apoio da Fundação Calouste Gulbenkian; 2013, 14.ª Bienal de Cerveira, Vila Nova de Cerveira — e residências, destaca-se a exposição Circuitos de Repetição (2015) como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, a Bolsa Jovens Criadores com Tempos de Vista, entre diversos prémios e apoios concedidos à artista.

Está patente nas colecções do Museu dos Transportes da Carris, da Colecção Fernando Ribeiro, da Viarco e Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory, assim como em colecções privadas em Portugal, França, Reino Unido e Estados Unidos da América.

Fotografias © Telmo Rocha

O meu trabalho revelou desde sempre um forte interesse em processo, materialidade e transformação. A temporalidade ocupa um papel importante na minha pesquisa artística, uma vez que a ação sobre as materialidades se traduz em imagens consumidas por tempo, muitas vezes marcadas pela ideia de vazio e crescimento. 

 

No corpo do meu trabalho é frequente localizar repetição em múltiplas camadas de cor, tinta ou marcas, seguindo uma vontade de chegar à redução através de um ato de acumulação. Estes procedimentos dão ênfase à matéria e à ação que transforma o objeto artístico, por isso o momento de leitura e de instalação da obra é essencial para o desdobrar do seu entendimento. Esse momento procura questionar não só o papel da visão na criação da imagem, mas também o peso da perceção durante a experiência estética. O meu projeto circula à volta do debate da imagem no contexto da produção artística. 

 

O olho — que nunca é só um olho, mas que toca, aperta, estremece e foge — existe em diferentes profundidades na produção da imagem, podendo-lhe raspar a superfície levemente, arrancar-lhe a pele ou misturar-se para sempre no seu interior. 

 

Embora o meu trabalho se ocupe de questões ligadas à pintura, estende-se também na sua forma à escultura e instalação. Procuro explorar materialidades, criando objetos que acionem imagens, relações entre a perceção do sujeito e o espaço expositivo.

 

Inês Teles