Diogo Viegas

Formou-se em Artes Plásticas no Instituto Politécnico de Tomar em 2011, concluindo o curso na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha em 2012. Entrou na residência artística MArt em 2015. Participei no Projeto MUPI com curadoria de Sandro Resende, na Exposição Coletiva “Vaga Luz” (Casa Museu Medeiros e Almeida, Lisboa), na exposição coletiva “Eco” (Hotel Madrid, Caldas da Rainha), e na exposição coletiva “Obstáculos para um Novo Saber” (Casa Museu Nogueira da Silva, Braga), sendo tudo concretizado em 2015.

Trabalho essencialmente em pintura e desenho, mais especificamente na área da abstração. O processo do meu trabalho começa por um esboço feito à mão no papel para um outro esboço mais elaborado no computador. Esse esboço digital passa em seguida para a pintura através de uma cópia exigente a olho nu. O tipo de suporte que utilizo tende a ser rígido e plano desde folhas de alta gramagem a contraplacados e tábuas de madeira. Nunca telas ou qualquer outra superfície que possa oscilar ou afundar. Uso dimensões bastante variadas, nomeadamente ao corte de papel ou madeira que ache indicado para concretizar uma ideia e até mesmo o resto que sobra que acabo por utilizar. Neste sentido, não procuro apenas a dimensão para o desenho como também o desenho para a dimensão. No meu trabalho, a pintura está sempre à margem do desenho, sofrendo, por vezes, mutações. É no computador que exploro em concreto as minhas ideias, e é na pintura que se nota essa marca digital que se transfere de um suporte para outro.

O meu trabalho já passou por vários processos, em que as ideias antigas acabam por voltar à superfície.

Comecei a interessar-me pela urbanização, em especial por casas arruinadas ou degradadas. As janelas que emolduram o céu passam a ser o meu foco principal. Aproveitei-me da bidimensionalidade da pintura, com apenas o preto e o branco, para criar a ideia de nulo e vazio com cheio, com o que existe. De alguma forma, o meu trabalho assenta-se muito sobre a espacialidade. Mais recentemente, comecei a introduzir cor. E uso apenas uma cor para cada pintura, dando-lhe um certo protagonismo. Com base na minha inspiração pela arquitetura, desenho estruturas para depois as destruturar, ficando apenas como que um edifício (estilizado) arruinado num contexto bidimensional.

 

Diogo Viegas

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