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André Lemos Pinto

André Lemos Pinto (1976) vive e trabalha na cidade do Porto. Em 1992 ingressa no curso profissional de Técnico de Artes Gráficas e Comunicação na Escola Secundária de Soares dos Reis(Porto) que termina em 1995; em 2001 licencia-se em Design de Comunicação - Arte Gráfica pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. A sua forma de expressão artística e comunicativa está profundamente influenciada pela sua formação, imprimindo, contudo, uma identidade própria à forma como usa as relações formais entre cores, linhas e superfície.

 

Desde 2000 que participa em exposições de Artes Plásticas e Fotografia, nacional e internacionalmente e está representado em colecções particulares em Portugal, Espanha, Croácia, Japão e E.U.A. e em colecções públicas nos E.U.A. e em Portugal.

 

Além da fotografia, formador e professor de cursos profissionais, exerce actividade enquanto Designer de Comunicação desde 1995 e é o responsável pela imagem de diversas entidades nacionais e estrangeiras.

Da Natureza para o olho, do olho para o cérebro, do cérebro para a mão… 

 

É do reconhecimento geral que a Natureza (pelo menos aquela de que nos podemos aperceber a olho nu) não produz linhas retas, nem planos. As superfícies retilíneas, os ângulos retos, as linhas direitas ou ortogonais são produto da razão humana que, na sua ânsia de tudo perceber e quantificar, converte, ou reduz, à expressão mais pura e inteligível (a da Geometria) as formas rebuscadas e sinuosas da Natureza. 

 

Os espaços urbanos em que hoje cada vez mais nos movimentamos — concebidos, projetados e construídos pelo Homem, ao longo de gerações — são os lugares onde melhor podemos apreciar a junção das formas naturais (o ambiente circundante) com as concebidas pelo cérebro humano — ruas, casas, muros, muralhas, pontes, cais… É um mundo vibrante de formas e ritmos, sempre renovados em conformidade com o momento e com o próprio movimento de quem nele circula. Qual objetiva de uma máquina fotográfica, de que o “olho” do artista faz é selecionar um enquadramento e racionalizar a sua perceção, limpando-a de tudo o que é acessório e fugidio (isto é, de todo aquele ruído visual que anima as paisagens urbanas), mesmo que isso implique a exclusão do próprio homem. 

 

As imagens resultantes desta depuração racional do espaço visual são as que podemos observar nestas telas. São paisagens construídas pelo Homem, mas onde a presença humana é apenas eminente. São visões fotográficas; perspetivas “congeladas” de um dado espaço, num dado tempo. São paisagens clarificadas, reduzidas ao essencial pela simplificação dos meios plásticos. Nelas, os planos de cor materializam as formas, definindo também os jogos de luz-sombra. Límpidas, firmes e nítidas, as formas impõem-se-nos ao olhar, sem qualquer constrangimento. Apenas o tom e o timbre das cores escolhidas nos permitem intuir as sensações e as emoções que o artista retirou dos lugares. Espaços com alma, chamar-lhes-ia eu.

 

André Lemos Pinto