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Renata Carneiro

Renata Carneiro nasceu no Porto, onde vive e trabalha. Cedo iniciou os seus estudos artísticos, na Escola Secundária Especializada Soares dos Reis. É formada em Artes Plásticas pela Escola Superior Artística do Porto, tendo ainda concluído o Bacharelato em Pintura pela mesma instituição. Posteriormente, é em Madrid que conclui o Mestrado em Teoria e Prática das Artes Contemporâneas na Faculdade de Belas Artes da Universidade Complutense.

 

Expõe colectivamente e individualmente desde 2000 e o seu trabalho está representado em diversas colecções públicas e privadas, em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Grécia e Japão.

Exposições individuais seleccionadas:

2016

Miradas...de Mulheres, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Lisboa, Portugal

2015

Miradas...de Mulheres, DaVinci Art Gallery, Porto, Portugal

2014

Jogo de Damas, Galeria Cortiço — República das Artes, Cerveira, Portugal; Jogo de Damas, Biblioteca da Faculdade da Educação, Corunha, Espanha

2013

Jogo de Damas, Galeria Metamorfose, Porto, Portugal; Puzzle Me, We Art, Aveiro, Portugal

2012

Entre o Jogo e o Vento, Bobogi — Espaço de Arte, Aveiro, Portugal; Puzzle Me, Galeria Porto Orienta, Porto, Portugal; Feminino Plural, Olga Santos Galeria, Porto, Portugal

2011

Histórias Contadas, Galeria Metamorfose, Porto, Portugal; Puzzle Me, Galeria Sargadelos, Madrid, Espanha; Histoires Racontées, Espace 181, Paris, França; Puzzle Me, Art3, Rio Tinto, Portugal

2009

Segundo Encontro, Clube Literário do Porto, Portugal

10 razões para a fluência das imagens:

1. Uma imensa e comovente vocação. Ignoram a que velocidade o mundo arde. O mundo agora é um lugar extremo, estático, suspenso nas conflagrações da suavidade. Frozen Time, apesar do espaço habitado, do dia e da noite, da qualidade dos astros.

2. Aqui é tudo prólogo e epílogo, despedida e iniciação, silêncio e bailado.

3. Algumas figuras parecem imóveis, vagamente relutantes. Mas não. Não estão imóveis. Desfilam ao sabor de uma nova mobilidade. Estão até um pouco acima da gravidade, da decência, por detrás da humanidade geral.

4. Os seus ritos ventilam a adoração da liberdade.

5. Se prestar bem atenção, ouço os seus minúsculos diálogos; tentáculos próximos da luz que despejam na ampla tarde confessional; por vezes a chuva, na sua alta impunidade, ao longe, como que perpendicular à lembrança, cai.

6. Amanhã começam a descrever a história do mundo a partir da criação. 

7. Eternas filhas da semelhança dissimulada, querem reverter ou profanar o rosto. Elucidar.

8. Estamos diante de mulheres que ascenderam ao máximo do espanto. Claro que todas elas foram concebidas com pecado, mas nenhuma esmoreceu perante a prepotência da maçã; continuam, isso sim, apesar da influência do jardim original, a reflorestar o seu drama, enquanto repousa o chá.

9. Eis um detalhe, um imenso e comovente detalhe: pequenas apoteoses florais emergem das raízes enfunadas dos vestidos (nas costas, terrivelmente decotados), como se aí transportassem o âmago, poderes irrevelados, uma segunda e mais ambiciosa condição: o mundo aos seus pés, a terra toda sangue.

10.  Para olhar. E serem olhadas. Sem mais.

André Domingues acerca da obra de Renata Carneiro

 

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A minha obra é uma reflexão sobre o ser feminino. A mulher como um ser independente, construtivo, sofredor, que ultrapassa obstáculos, que se impõe, que é criativo, trabalhador e que faz nascer. Contrapõe-se às violências da vida, sejam elas físicas ou psicológicas. Agarra as expressões e concretiza em actos, em imagens. Pinta-as.

São histórias, pensamentos, angústias e violências, por vezes mascaradas, contudo existentes numa imagem projectada na tela. São testemunhos de coragem, de força para seguir em frente, para não desistir, ideias fomentadas numa conquista, por mais pequenas ou indiferentes, são sempre vitorias. Marcos alcançados. Objectivos atingidos. 

São mulheres modernas, de vestidos revoltos e compridos recordando a Belle Époque, representadas de perfil, como as pinturas egípcias dos túmulos, sem personificação de rosto, para que cada ser feminino, ao observar, se sinta reflectida na imagem e se identifique com ela. 

Eu, enquanto mulher, sinto, penso e pinto.

 

Renata Carneiro