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Rebecca Moradalizadeh

De origem luso-iraniana, artista plástica, vive e trabalha no Porto (n. 1989, Londres).

Actualmente (2016) é aluna do Mestrado em Estudos Artísticos - Estudos Museológicos e Curatoriais pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Licenciada (2011) em Artes Plásticas - Ramo de Multimédia, pela mesma instituição; frequentou o programa Erasmus na Sheffield Hallam University, no Reino Unido. Frequentou a Escola de Estudos Independentes em Artes Visuais da Maumaus no âmbito da residência no Laboratório de Curadoria da Capital Europeia da Cultura – Guimarães 2012.

 

Desde 2010 desenvolve um percurso artístico nas artes plásticas, apresentando o seu trabalho em exposições individuais e colectivas em Portugal, Sheffield e Berlim; participou em diversas residências artísticas, workshops e formações complementares, tendo tido oportunidade de desenvolver colaborações com outros artistas. 

Expôs/colaborou em diversos espaços, tais como: Maus Hábitos (Porto); Espaço Mira (Porto); Serralves (Porto); NEC (Porto); 1ª Avenida, Edifício AXA (Porto); FACA (Lisboa); SUND Festival (Lisboa); XVIII Bienal de Cerveira; 8a Bienal Internacional de Vila Verde; IPVC (Viana do Castelo); SHAIR (Braga); Palácio do Landal (Santarém); ATALAIA (Ourique); Imaginarius (St.ª Maria da Feira); G’ Noc Noc (Guimarães); CAAA (Guimarães); A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes, (Fundão); Bank Street Arts e APG Gallery (Sheffield, Reino Unido); Les Cousin Fous (Berlim).

O trabalho que tenho vindo a desenvolver e a explorar dentro da minha prática artística baseia-se conceptualmente sobre o corpo físico e psicológico do Ser Humano, isto é, questões existenciais (como o ciclo da vida), sensações, sentimentos e preocupações sociais e políticas que o Ser Humano retém psicologicamente e fisicamente sobre o mundo que o rodeia. Este processo passa inicialmente pela observação e contemplação dos indivíduos que nos circundam, mas também com base nas minhas próprias experiências pessoais. Por vezes os trabalhos resultantes focam-se num lado mais emocional/emotivo mas também podem ter um carácter mais racional e político. 

 

Comecei a materializar estes conceitos e a revelar o corpo através de suportes da fotografia, vídeo, som e instalação mas por me basear concetualmente em questões existenciais, percebi que através da performance, uma tipologia efémera, directa e de expressão máxima, de facto o meu trabalho fazia mais sentido. 

 

O processo de realização de uma obra, para mim, começa nas ideias, nos esboços em papel, na materialização da obra, mas o ponto máximo da sua concepção é sobretudo no modo como ela se vai relacionar com o espaço expositivo, uma vez que a minha maior preocupação é criar ambiências introspectivas e densas (quando o espaço expositivo o permite) de modo a proporcionar uma maior empatia e uma experiência sensitiva e única ao espectador.

 

Rebecca Moradalizadeh