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MOSTRA @ 2020  |  Terms  |  Privacy 

Paulo Robalo

Paulo Robalo nasceu em Lisboa em 1965, cidade onde vive e trabalha.


Licenciado em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, mostrou o seu trabalho plástico de forma regular até meados dos anos 90's. Após esta altura, iniciou a sua formação e trajectória em Design Cénico Contemporâneo, numa fusão de pintura e instalação nesta forma integradora de criação artística. Leccionou o curso de Cenografia e Coordenou o curso de ofícios do espectáculo na escola Chapitô durante mais de uma década. Desde 2007, foi colaborador e coordenou oficinas de Pintura de "Backdrop" na ACE, no Porto assim como orienta oficinas de Design Cénico Contemporâneo na escola Restart,colaborando também com a World Academy. É docente da disciplina de Desenho na Escola artística Antonio Arroio em Lisboa. Criou em 2015 a associação cultural Passevite, conjuntamente com o pintor Mathieu Sodore e os designers Rui Lourenço e Daniel Nascimento.Neste espaço atelier /galeria ,desenvolve-se uma programação e reflexão artística anual, assim como projectos de desenho/pintura, residências artísticas e intervenções sob a forma de "site specific".

“Não é bastante não ser cego”
Este projecto expositivo reúne uma selecção de trabalhos retirados de um processo que tem vindo a ser construído através da mistura de desenhos, pinturas e de uma escrita que acompanha a construção de um conjunto de séries de pintura desde 2007.( "As mulheres de negro", "aid ad adha", "O homem no abismo", "Quem nos deu olhos para ver as estrelas", "A máquina de teclar pensamentos", "Os descuidados de deus" e "A caixa das almas") 

Estas historias pintadas, complementadas nos últimos projectos com a criação de uma partitura musical, de apontamentos em video e de representações performativas, têm referentes autónomos mas formam um todo através de uma narrativa não linear. 

A partir de um eixo comum que gira em torno das questões relacionadas com a existência , está presente neste processo a inquietação, a procura ,a duvida ,o conflito, a exaltação da vida e a celebração da morte. A representação do homem ficcionado mostra-se ao olhar do 
espectador como uma montra do seu interior, no incontornável momento de confronto com a sua própria condição humana.
Esta escolha de trabalhos retirados do baú, contribuem para o desenho de uma exposição/ instalação que pretende ser o museu imaginário do pintor, um quarto das maravilhas ,um cabinet de pinturas esquecidas , que deixa o passado e volta agora ao presente. 

Estes desenhos/pinturas constituem as vértebras de uma coluna vertebral que continua em construção.
Uma pintura sem tempo nem lugar.
Não é bastante não ser cego para continuar a ver…


Paulo Robalo