Luísa Abreu

Amarante, 1988. Vive e trabalha no Porto. Licenciada em 2011 pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, curso de Artes Plásticas Multimédia, terminou o último ano, ao abrigo do programa Erasmus, na Hochschule für Bildende Künste Dresden, Alemanha. Terminou em 2014 o Mestrado em Artes Plásticas pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha. 

 

Integra actualmente o colectivo Rua do Sol 172.

De uma prática de trabalho que se tem concentrado na ideia de grupo e de conjunto, em questões identitárias sobre ser uno ou ser múltiplo e como é que estas ideias influenciam a forma como nos relacionamos com objetos e como eles se relacionam entre si. Permite ainda pensar em questões topológicas pelo modo como cada objeto pode ser construído (como pilhas, montes, fardos ou maços) e ainda como poderá existir um objeto afastado do seu conjunto. 

 

Quando produzimos objetos eles falam sempre muito mais do que aquilo que estamos à espera ou que lhes propomos. Nunca são tão analíticos ao ponto de dizerem apenas uma coisa e nunca são tão contidos ao ponto de não dispersarem para lugares imprevistos. O pensamento que nos leva a produzir objetos é muitas vezes tão indisciplinado como a prática de atelier, possuindo esta interessante característica de viajar por onde não tínhamos antevisto. 

 

O pensamento é sempre tão vivo e mutável como o próprio objeto. Passar para o papel o pensamento é um exercício muito distinto do materializar aquilo em que pensamos. É um exercício que chega até a ser violento, porque quando lemos o que pensamos percebemos que vivemos em tal absurdo que só os objetos “sabem” suportar. O exercício da escrita sobre um pensamento, que é normalmente orientado para fazer objetos, arrisca-se a ser tão vivo como o são todos os objetos artísticos.

Luísa Abreu

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