Ana Vieira Ribeiro

Ana Vieira Ribeiro nasceu em 1978

Licenciada em Arquitectura e Mestre em Pintura , foi membro fundador e da direção do Grupo de Artes
Representativas__RASTILHO. Tem textos publicados nas revistas Matéria-Prima e Croma, participação
no livro Arte comentada e um livro publicado: A repetição no tempo e na prática artística.

Rastro de Ana Vieira Ribeiro
2018, vídeo Full HD, PAL, 16:9, color, 3’32 (loop)


"A obra "rastro" que Ana Vieira Ribeiro nos apresenta, toma como ponto de partida a Estação
Ferroviária e também antiga Alfândega de Marvão atualmente devolutas, para desenvolver uma
reflexão sensível e atenta sobre a drástica transição da condição deste espaço. A história desta
arquitetura é-nos transmitida pela documentação do seu interior, na qual do tempo se faz matéria e da luz agente. No diálogo entre estes três elementos fundamentais — arquitetura, tempo e luz —
reconhece-se um pendor reflexivo sobre a vida prescrita de certos espaços, concebidos como “não lugares” (Augé, 2012) aos quais ninguém verdadeiramente pertence (...)"

Andreia César, 2018
 

Subnigrum: fronteira
" (...) trata-se do desenrolar da sua reflexão sobre os conceitos de tempo e de espaço, enquanto
condições prévias e fundamentais à vida humana. Esta nova serie - subnigrum - que apresenta
“fronteira” (...) apropriando-se da arquitectura e objectos de uso quotidiano, Ana Vieira Ribeiro parte da
sua existência real, em favor da sua decomposição e reconfiguração com o fito de novos entendimentos artísticos.
(...)
A obra surge assim dentro de uma largura espácio-temporal imprecisa, como uma sucessão de actos
onde os personagens emergem da sombra para silenciosa e pausadamente se revelarem ao olhar do
espectador. Estes personagens são, pois, os elementos representados pela pintura ou os capturados
pela fotografia — as janelas, mesas, cadeiras, isto é, os elementos da paisagem humana quotidiana. (...)
A uma outra presença capital corresponde a luz, que os elementos desvela. Os seus raios luminosos,
envoltos na escuridão, atestam a evidente referência ao chiaroscuro do Barroco, começando na pintura para se propagar às demais conformações apresentadas. A luz, no seu jogo com a escuridão manifesta-se, como a protagonista: firma a negociação entre o esperado e o inesperado, estabelece o convite à deslocação do espectador, possibilitando a abertura a vários pontos de vista através dos quais o olhar pode conhecer uma efectiva transformação.
(...)
Deste modo, do conjunto de obras em “subnigrum: fronteira” apresentadas, ressalta ainda a mediação entre a ficção e a memória, entre a criação artística e a abertura de um campo documental e
especulativo, como uma menção da arte à arqueologia."

 

 

Andreia César, 2019

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